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O ANO LITÚRGICO

ANO LITÚRGICO

1. O Mistério Pascal – centro e fundamento do Ano Litúrgico:

            No dia de Pentecostes, os Apóstolos anunciam o núcleo fundamental da fé cristã: “Vós matastes (Jesus), pregando-o numa cruz, mas Deus ressuscitou a Jesus (At 2,22-24). É o mistério pascal”. Jesus viveu o único evento da história que não passa: Jesus morre, é sepultado, ressuscita dentre os mortos e está sentado à direita do Pai “uma vez por todas” (Rm 6,10; Hb 7,27;9,12): “É um evento real, acontecido na nossa história, mas é único: todos os outros eventos da história acontecem uma vez e depois passam, engolidos pelo passado. O mistério pascal de Cristo, ao contrário, não pode somente ficar no passado, já que pela sua morte destruiu a morte, e tudo que Cristo é, fez e sofreu por todos os homens, participam da eternidade divina, e por isso abraça todos os tempos e nele se mantém permanentemente presente. O evento da cruz e da ressurreição permanecem e atrai tudo para a vida” (CIC 1085).
            Porque mistério? Porque através do acontecimento da morte/ ressurreição de Jesus, o Pai revela e opera o mistério, ou seja, seu projeto de salvação da humanidade em Cristo que estava até então escondido (mistério/revelado). Mistério pascal porque: a) morte/ressurreição de Jesus acontecem nos dias da celebração da páscoa por Israel e b), sobretudo, porque os primeiros cristãos logo realizam que a morte/ressurreição de Jesus leva à plenitude o sentido profundo da páscoa antiga, salvação – libertação, passagem para uma vida nova pela ação de Deus. É a páscoa nova da libertação da própria morte e do pecado. Para João 19,33-36 Jesus morre como cordeiro pascal (“nenhum osso lhe será quebrado” Ex 12,1) na hora em que, no templo se derramava em sacrifício o sangue dos cordeiros pascais para a ceia pascal nas casas após o pôr-do-sol. “Cristo, a nossa páscoa, já foi imolado” (1Cor 1,7). Jesus é cordeiro imolado de pé (Ap 5,6).
            Em sentido estrito o mistério pascal se refere da morte/ressurreição de Jesus em nosso favor; por extensão, pode designar, também, a vida toda de Jesus e de cada um dos acontecimentos de sua vida, vivida em nosso favor, porque são igualmente “mistérios” ou eventos onde opera a salvação de Deus. “As palavras e ações de Jesus durante a sua vida oculta e durante o seu ministério público. Já eram salvíficas. Antecipavam o poder do seu mistério pascal” (CIC 115 cf. 1085). Toda a vida de Jesus foi pascal, manifestação/realização da salvação de Deus para nós. Do mesmo modo, toda a nossa existência de batizados mergulhados na morte e ressurreição de Cristo e acolhendo a graça pascal é chamado a ser vida pascal. “Celebrar o mistério de Cristo é celebrar Cristo em nossa vida e nossa vida em Cristo” (Doc 43, no 205).

2. Gênese do Ano Litúrgico
            Lemos nos Atos 2,46 que os discípulos “partiam o pão pelas casas”, e sabemos que cada reunião da primitiva Igreja em que se celebrasse a Eucaristia era uma memória da obra da Redenção (Paixão-Morte-Ressurreição de Cristo). Os eventos históricos se tornavam misterialmente presentes na liturgia. Neste período da história da Igreja ainda não havia surgido a Ano Litúrgico; a celebração eucarística era sempre global do Mistério de Cristo.
           O Ano Litúrgico desponta quando o Domingo, primeiro dia da semana, começa a ser celebrado com Dia do Senhor. Em Trôade, São Paulo prega a noite inteira e termina e conclui com a celebração eucarística (At 20,7-11), e se passava no primeiro dia da semana. No fim do primeiro século, escrevendo a Trajano, Plínio se refere a celebração dominical como algo característicos das práticas cristãs. Então, a celebração do Dia do Senhor parece ter se generalizado: o dia histórico da ressurreição de Cristo era o dia por excelência da celebração pascal.
            Daí estávamos a um passo para que determinado Domingo do ano, aquele que seguisse o dia 14 de Nisan, data histórica da morte de Cristo na cruz, fosse solenizado de modo especial. Compreende-se que em Jerusalém, lugar onde os fatos se haviam passado, surgisse o desejo de reconstituir, na base das narrativas evangélicas, os acontecimentos da Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus. E assim surgiu o Tríduo Sacro, 1o núcleo da Semana Santa, logo precedido pela cerimônia da Procissão de Ramos.
            Sendo o batismo, na disciplina de séculos posteriores, administrados na Vigília Pascal, e sendo necessária a preparação dos catecúmenos, surgiu a Quaresma. Esta, além de especialmente dedicada àqueles que iam receber o batismo na noite da Páscoa, foi usada como tempo de reconciliação para os penitentes, e acabou sendo um tempo de renovação espiritual para todo o povo fiel. Estava assim formado o chamado ciclo de Páscoa, que, desde do século IV já contava com prolongamento do cinqüentenário Tempo Pascal, encerrando-se com o Domingo de Pentecostes.
            Nascido da celebração dominical, o ciclo da Páscoa é o elemento mais antigo do ano litúrgico. Celebra o Mistério da Redenção. As grandes lutas cristológicas dos séculos IV e V, levaram à formação de um segundo ciclo, o de Natal, que celebra o Mistério da Encarnação. As festas do Natal, no Ocidente, e de Epifania, no Oriente, são o pólo deste ciclo do Ano Litúrgico, também ele com um tempo de preparação, o Advento, e um tempo de desdobramento, até à festa recente do Batismo de Cristo.
            Estes dois ciclos, como que flutuando no âmbito do ano, foram completados pelos domingos depois da Epifania e depois de Pentecostes, hoje uniformizados como Tempo Comum. Tempo Comum é a celebração do crescimento de Pentecostes e a parusia, crescimento que tem sua origem no ciclo de Natal, seu apogeu no ciclo de Páscoa e sua conclusão no último Domingo do Tempo Comum (Festa de Cristo Rei do Universo), que se celebra antecipadamente a volta de Cristo como Juiz, encerrando a história e inaugurando o Reino Eterno.

 3. Ano Litúrgico

3.1. O Ciclo do Natal

Esse Ciclo tem como espiritualidade a purificação, humildade e autenticidade de vida

3.1.1. Advento: O Advento corresponde á dupla necessidade de preparar a vinda de Cristo na carne, como cumprimento do Mistério Pascal e de preparar os fiéis para a segunda vinda do Senhor para colher os frutos maduros do mundo restaurado. Sua cor é roxo que simboliza a penitência e a esperança da vinda do Senhor.
O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como um de piedosa e alegre expectativa.
O Tempo do Advento começa com as Primeiras Vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, terminando antes das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor. Os domingos deste tempo são chamados 1o, 2o, 3o e 4o domingos do Advento. Os dias de semana entre 17 a 24 de dezembro visam de modo mais direto a preparação do Natal do Senhor.

3.2.2. Natal/Epifania: O Natal é considerado como uma Páscoa antecipada, onde Cristo se torna carne no ventre de Maria e que aparece no meio do povo como Salvador e a Epifania é a manifestação do Senhor, que nesse tempo, a liturgia celebra a visita dos reis magos, o seu Batismo e as bodas de Caná, para mostrar o Cristo que se apresenta como santificador das grandes realidades humanas. Sua cor é branco que representa a alegria. A Igreja não considera nada mais venerável, após a celebração anual do mistério da Páscoa, do que comemorar o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, o que se realiza no Tempo de Natal.
          O Tempo de Natal vai das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor ao domingo depois da Epifania ou ao domingo depois do dia 6 de janeiro inclusive. A missa da Vigília do Natal é celebrada à tarde do dia 24 de dezembro, antes ou depois das Primeiras Vésperas. No dia de Natal do Senhor, segundo a antiga tradição romana, pode-se celebrar a missa três vezes, a saber, à noite, na aurora e durante o dia. O Natal do Senhor tem a sua oitava organizada do seguinte modo:

a)   no domingo dentro da oitava, ou, em falta dele, no dia 30 de dezembro, celebra-se a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José;
b)    no dia 26 de dezembro, celebra-se a festa de Santo Estêvão, protomártir;
c) no dia 27 de dezembro, celebra-se a festa de São João, apóstolo e evangelista;
d)   no dia 28 de dezembro, celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
e)    os dias 29, 30 e 31 são dias dentro da oitava;
f)      no dia 1o de janeiro, oitavo dia do Natal, celebra-se a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na qual se comemora também a imposição do Santíssimo Nome de Jesus
           
            O domingo que ocorre entre os dias 2 e 6 de janeiro é o 2o domingo depois do Natal. A Epifania do Senhor é celebrada no dia 6 de janeiro, a não ser que seja transferida para o domingo entre os dias 2 e 8 de janeiro, nos lugares onde não for considerada dia santo de guarda. No domingo depois do dia 6 de janeiro, celebra-se a festa do Batismo do Senhor

 

3.2. O Ciclo da Páscoa

            Esse Ciclo do ano litúrgico é revestido pela espiritualidade da grande alegria e esperança

            3.2.1. Quaresma: A Quaresma nos chama para a oração, o jejum e a caridade pela esmola. Manifesta a abertura à Palavra de Deus para a nossa conversão. Sua cor é o roxo que trás o sentido de penitência e conversão. O Tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa; a liturgia quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério pascal tanto os catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis, pela comemoração do batismo e da penitência. O Tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor exclusive. Do início da Quaresma até a Vigília pascal não se diz o Aleluia. Na quarta-feira de abertura da Quaresma, que é por toda parte dia de jejum, faz-se a imposição das cinza.
            Os domingos deste Tempo são chamados 1o, 2o, 3o e 4o e 5o domingos da Quaresma. O 6o com o qual se inicia a Semana Santa, é chamado “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”. A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém pela manhã da Quinta-feira da Semana Santa, o bispo, concelebrando a missa com os seus presbíteros, benze os santos óleos e consagra o crisma.
           
            3.2.2. Semana Santa: Essa parte do Ciclo da Páscoa começa no Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, é chamada também de a Grande Semana e o Tríduo Pascal que é celebrado dentro da Semana Santa é a maior festa da Igreja, pois celebra a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
           Depois do Domingo de Páscoa o tempo pascal se prolonga por oito domingo: 1o Cristo Ressuscitado; 2o a comunidade de todos os que crêem em Cristo morto e ressuscitado; 3o  Cristo ressuscitado aparece aos seus discípulos; 4o a salvação passa através de Cristo, porta do redil e Bom Pastor; 5o a comunidade s constitui: os ministérios e a vida no amor mútuo; 6o a expansão da comunidade e a promessa do Espírito Santo; 7o a Ascensão, as testemunhas da glória de Jesus e sua oração ao Pai e 8o o Pentecostes, a efusão do Espírito Santo sobre a Igreja.
Os cinqüenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande domingo”. É principalmente nestes dias que se canta o Aleluia. Os domingos deste Tempo sejam tidos como domingos da Páscoa e, depois do domingo da Ressurreição, sejam chamados de 2o, 3o, 4o, 5o, 6o e 7o domingos da páscoa. O domingo de pentecostes encerra este Tempo sagrado de cinqüenta dias.
Os oito primeiro dias do Tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor. No quadragésimo dia depois da Páscoa celebra-se a Ascensão do Senhor, a não ser que seja transferida para o 7o domingo da Páscoa, nos lugares onde não for considerado dia santo de guarda. Os dias da semana depois da Ascensão, até o sábado antes de Pentecostes inclusive, constituem uma preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito.

3.3.O  Tempo Comum

            A espiritualidade desse tempo é o da esperança cristã. O Tempo Comum não é tempo vazio, apenas não se celebra nenhum aspecto especial do mistério de Cristo; comemora-se o próprio mistério de Cristo. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino de Deus. É composto por 33 ou 34 semanas que na última semana deste tempo celebramos a solenidade de Cristo Rei do Universo, encerrando o ano litúrgico. É importante dizer que o Tempo Comum tem início depois do Tempo do Natal e dá uma pausa para começar o Ciclo da Páscoa e continua depois do Domingo de Pentecostes e. Sua cor é o verde, simbolicamente é a esperança.

4. Tempo de Salvação

            As celebrações litúrgicas acontecem num determinado momento do dia, da semana, do ano, ou num momento especial da vida ou da história do povo. Seguindo os ritmos cósmicos e os ritmos da vida humana, do nascer ao morrer, as celebrações atribuem significado ao tempo e conferem sentido à vida.
            O tempo, cronológico, medido por horas, dias, meses e anos, é algo que amedronta, pois nos envelhece e dele não temos controle. Mas como cristãos, herdeiros do povo judeus, aprendemos que o tempo que se passa pode ser transformado em tempo de salvação (Kairós), em páscoa, passagem da morte para a vida. Na história do povo de Israel, os “kairós” se identificam com as intervenções inesperadas de Deus, com momentos decisivos como o êxodo, o exílio, a volta do exílio e tantos outros êxodos e exílios... Para os cristãos, a morte e a ressurreição de Jesus foi do grande kairós, a irrupção definitiva de Deus na plenitude do tempo, a grande surpresa de Deus no coração da história humana. A luz da ressurreição de Jesus, o tempo que passa é invadido pela presença amorosa de Deus que dá pleno sentido ao tempo presente.
            A liturgia cristã faz memória dos acontecimentos da salvação, celebra a mistério pascal desde o nascimento até a sua ascensão, ao longo do ano, seguindo três ritmos: diário, semanal e anual. Fazemos memória da páscoa de Jesus em determinadas horas do dia, em determinado dia da semana e em determinado tempo ou data do ano...

4.1. Ritmo diário

            No ritmo diário, há dois momentos que se destacam: manhã e tarde, segundo o movimento do sol que nasce e que se esconde, marcando o início e o fim de cada dia, o tempo de trabalho e do descanso. Ao sinal sensível do amanhecer e do entardecer, associamos o mistério central de nossa fé, a morte-ressurreição de Jesus. O Ofício Divino é uma para a oração cotidiana, reatando a antiga tradição da Igreja de se reunir nessas horas do dia para fazer a memória da páscoa. Celebrando a Eucaristia cada dia, fazemos nossa Páscoa diária.

4.2. Ritmo semanal

No ritmo semanal, destaca-se o domingo, Páscoa semanal, dia de repouso e de meditação, não como preceito, mas como direito; dia de reunião, da escuta da Palavra de Deus e da Eucaristia. Com a presença do Ressuscitado e do seu Espírito, cada domingo é portador de uma nova luz no meio do nosso cotidiano sobrecarregado de trabalho, de compromissos, de tensões...

4.3. Ritmo anual

No ritmo anual, destacam-se o Ciclo de Natal, o Ciclo da Páscoa e o Tempo Comum.

5. As solenidades, festas e memórias

            No ciclo anual, celebrando o mistério de Cristo, venera também com particular amor a Santa Virgem Maira, mãe de Deus, e propõe à piedade dos fiéis as memórias dos mártires e outros santos. Os santos de importância universal são celebrados obrigatoriamente em toda a Igreja: os outros serão inscritos no calendário para serem celebrados facultativamente, ou serão deixados ao culto de alguma Igreja local, nação ou família religiosa.
            As celebrações, que se distinguem segundo sua importância, são denominadas: solenidade, festa e memória. As solenidades são constituídas pelos dias mais importantes, cuja celebração começa no dia precedente com as Primeiras Vésperas. Algumas solenidades são também enriquecidas com uma missa própria para a Vigília, que deve ser usada na véspera, quando houver missa vespertina.
            As celebrações das duas maiores solenidades, Páscoa e Natal, prolonga-se por oito dias seguidos. Ambas as oitavas são regidas por leis próprias. As festas se celebram nos limites do dia natural; por isso não têm Primeiras Vésperas, a não ser que se trate de festas do Senhor que ocorrem nos domingos do Tempo Comum e do Tempo do Natal, cujo ofício substituem.
            As memórias obrigatórias, que ocorrem nos dias de semana da Quaresma, somente podem ser celebradas como memórias facultativas. Se, no mesmo dia, ocorrem no calendário várias memórias facultativas, celebra-se apenas uma, omitindo as outras. Nos sábados do Tempo Comum, não ocorrendo memória obrigatória, pode-se celebrar a memória facultativa da Santa Virgem Maria.

6. Cores usadas na liturgia

Verde: Tempo Comum. 
Vermelho: Sexta-feira santa, mártires.      
Roxo: Quaresma e Advento.     
Branco: Páscoa, natal, festas do Senhor, dos santos e santas. 
Rosa: 4o domingo da quaresma e 3o do advento

6.1. Usos alternativos
Amarelo: Páscoa e Natal.    
Branco: nos domingos do tempo comum, para destacar a dimensão pascal de cada domingo, deixando o verde só para dos dias da semana. 
Rosa ou lilás: para todo o advento (e não só para o 3o domingo), para diferenciar do roxo quaresmal e caracterizar melhor o advento como tempo de alegre expectativa:

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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